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Etanol: Venda total sobe 17,11% em setembro; mercado interno cresce 18%

16/10/2018

O volume total de etanol comercializado pelas usinas do Centro-Sul nos mercados interno e externo em setembro somou 2,732 bilhões de litros, em comparação com 2,333 bilhões de litros em igual mês de 2017, avanço de 17,11%. O volume acumulado total do combustível vendido às distribuidoras e exportado chegou a 14,915 bilhões de litros em seis meses da safra 2018/2019, iniciada em 1º abril, alta de 15,96% ante os 12,862 bilhões de litros de igual período de 2017/2018.

O volume total de etanol vendido pelas usinas às distribuidoras no mercado doméstico no Centro-Sul atingiu 2,567 bilhões de litros em setembro e acumula 14,057 bilhões de litros na safra 2018/2019. Os volumes representam altas de 18% em relação ao total de 2,175 bilhões de litros vendidos em setembro de 2017 e de 17,7% sobre o volume acumulado comercializado até igual período da safra 2017/2018 no mercado interno, de 11,942 bilhões de litros, informou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). As vendas de etanol hidratado combustível avançaram 38,07% no mês passado sobre o mesmo período de 2017, de 1,433 bilhão para 1,978 bilhões de litros. Com o resultado, as vendas totais de hidratado na safra têm alta de 37,9% entre os períodos, para 10,266 bilhões de litros. As vendas de anidro recuaram 16,26% se comparadas os mesmos meses de 2017 e 2018, para 753,34 milhões de litros e caem 14,20% no acumulado da safra, para 4,649 bilhões de litros. A exportação total de etanol foi de 164,94 milhões de litros em setembro, alta de 4,96% em comparação com os 157,14 milhões de litros enviados ao exterior em igual período do ano passado. No acumulado da safra 2018/2019, as exportações totais de etanol recuaram 6,76%, para 858,16 milhões de litros, ante 920,35 milhões de litros em igual período de 2017/2018 (Broadcast, 10/10/18) Fonte: Broadcast*

Subvenção para reduzir preço do óleo diesel vira lei

10/10/2018

A Medida Provisória (MP) 838/18, que garante a subvenção para venda e importação de óleo diesel foi transformada em lei pelo governo na última semana. A Lei 13.723/18 foi publicada na sexta-feira (5) no Diário Oficial da União com vetos sobre a coleta de informações sobre a formação de preços praticada por agentes de mercado.

Segundo informações da Agência Câmara Notícias, o total de recursos destinados à subvenção será de R$ 9,5 bilhões e ela será limitada a R$ 0,30 por litro do combustível. O benefício vale até 31 de dezembro de 2018. Caberá à ANP estabelecer um preço de referência (vinculado ao preço real na refinaria) e um preço de comercialização para as distribuidoras de forma regionalizada.

Mesmo com a subvenção garantida em lei, o preço do combustível pode sofrer novos reajustes. A lei apenas irá garantir um desconto pago com recursos do Orçamento federal para manter o compromisso de redução de R$ 0,46 nas bombas dos postos.

Todo mês também serão acrescentados ao preço de referência os valores de PIS/Pasep e Cofins, incidentes sobre a receita da subvenção econômica, apurados no período mensal anterior.

Se ao final do ano houver crédito para a União em razão da sistemática de cálculo, os beneficiários terão 15 dias úteis para recolher os valores ao governo.

O texto prevê ainda que, se o dinheiro para a subvenção acabar antes de 31 de dezembro, o programa de subsídios também será encerrado.

*Extraída do site UDOP  Fonte: Portal Universoagro*

Circular mostra a incoerência dos Sindicatos Profissionais na recusa em assinar a CCT

10/10/2018

A CCT 2017-2018 vem ganhando cada vez mais destaque entre revendedores e funcionários. O Minapetro vem, novamente, esclarecer que está fazendo de tudo para que as negociações terminem o quanto antes. É de suma importância reiterar que o Minaspetro segue aguardando as assinaturas das CCT’s acordadas há mais de um mês, em audiência ocorrida no dia 4 de setembro. As  CCT’s foram enviadas no dia 12 de setembro, mas até agora não houve retorno.

A circular nº 34/10/2018 está disponível para leitura no site do Minaspetro. O acesso pode ser feito clicando aqui ou na seção de “Serviços>Circulares”.

O Departamento Jurídico Trabalhista do Sindicato recomenda a leitura do documento, na íntegra, para melhor entendimento sobre o tema.

Fonte: ASCOM Minaspetro

Raízen assume rede de postos e refinaria da Shell na Argentina

03/10/2018

Ao assumir ontem os ativos de refino e distribuição de combustíveis da Shell na Argentina, a Raízen, joint venture entre a brasileira Cosan e anglo-holandesa Shell que atua também em etanol, açúcar e bioenergia, caminha para se tornar uma empresa com receita anual de mais de R$ 100 bilhões. Mas, ao mesmo tempo em que deu o primeiro passo no mercado internacional e concretizou a maior aquisição de seus sete anos de história, assumiu dois grandes desafios: entender a operação de refino, uma novidade em seu portfólio, e lidar com a grave crise econômica que enfrenta o país vizinho.

Segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil, de acordo com os números da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Raízen viu nos ativos da Shell na Argentina uma oportunidade de negócio com modelo similar ao da operação brasileira, eficiente, com presença de revendedores e marca forte. À exceção da refinaria própria, integrada ao negócio, que está instalada na capital Buenos Aires.

“Fomos atrás de entender o mercado e percebemos que, na Argentina, o refino é parte da operação. Todas as distribuidoras têm refinaria”, explicou ao Valor o presidente da Raízen, Luis Henrique Guimarães. Ali, o mercado de distribuição também é liderado por uma estatal, a YPF, cuja participação é superior a 50%, mas as refinarias está nas mãos de diferentes participantes – no Brasil, a Petrobras, que controla a líder em distribuição de combustíveis BR, domina o refino de petróleo.

Para levar a 2ª maior distribuidora de combustíveis da Argentina, com uma rede de 665 postos, além da refinaria com capacidade para 140 mil barris por dia e os negócios de lubrificantes e gás liquefeito de petróleo (GLP), a Raízen Combustíveis vai desembolsar um total de US$ 916 milhões – abaixo do valor inicial estipulado, de US$ 950 milhões.

Desse montante, US$ 100 milhões foram desembolsados em abril, quando o contrato de compra e venda foi assinado. Outros US$ 370 milhões foram pagos à Shell nesta segunda-feira e a diferença será amortizada em parcelas com vencimento até dezembro de 2019. A aquisição foi integralmente financiada por dívida, a maior parte tomada junto a um pool de bancos – cinco no total, todos internacionais -, que emprestaram recursos com prazo de pagamento de cinco a sete anos.

De imediato, a Raízen Combustíveis traz para seu balanço uma receita anual de US$ 3,3 bilhões (R$ 13,3 bilhões ao câmbio de ontem) e vendas de 6 bilhões de litros de combustíveis na Argentina, comparáveis a 25,6 bilhões de litros vendidos no mercado brasileiro no ano passado. No ano passado, a receita líquida Raízen Combustíveis foi de R$ 72,8 bilhões e a da Raízen Energia, cerca de R$ 13 bilhões.

No negócio, há expectativa de sinergias de US$ 50 milhões, decorrentes da utilização da estrutura administrativa existente no Brasil também para a operação argentina, que será comandada pelo executivo Teófilo Lacroze, ex-presidente da Shell naquele país.

Concluída a transação – o grande negócio da empresa desde sua criação em 2011 -, o foco agora está na integração das operações. Nos últimos 18 meses, lembrou Guimarães, a Raízen comprou duas usinas do grupo Tonon, canaviais da usina Furlan, entrou no segmento de comercialização de energia ao tornar-se sócia da WX Energy e levou os ativos da Shell na Argentina. “Agora é parar para incorporar os negócios”, afirmou o executivo, ao ser questionado sobre potenciais novas aquisições. “Não temos rigorosamente nada no radar neste momento”.

Sobre a situação econômica delicada no país vizinho, Guimarães diz que o governo está fazendo os ajustes que devem ser feitos e, especificamente no mercado de combustíveis, também há correção. A YPF anunciou no domingo aumento de 10% e a Raízen ontem também faria reajustes. Em relação à demanda, o mercado argentino encolheu nos últimos meses, mas nada como é visto no Brasil.

No mercado brasileiro, a demanda de gasolina acumula queda de 13,71% de janeiro a agosto, segundo dados da ANP, enquanto o etanol, mais em conta, sobe 41,79%. O consumo de diesel, cujos preços passaram a ser subsidiados pelo governo federal após a greve dos caminhoneiros em maio, cresce 1,55% no mesmo intervalo. “É um ano pior do que se esperava”, afirmou Guimarães.

Para 2018, a Raízen Combustíveis estimava investimentos entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões. Mas, diante das incertezas quanto aos preços do diesel, reduziu aportes em infraestrutura e deve encerrar o ano mais perto do piso do intervalo. No passado, a Raízen chegou a importar quase 15% de suas necessidades de diesel. Agora, essa fatia está em torno de 5%, depois de adotada a subvenção de preços.

A rede de postos Shell no país, por outro lado, deve continuar crescendo. Hoje, são cerca de 6,45 mil postos, com adição líquida neste ano de 250 a 350 unidades, a maior parte via embandeiramento. No Brasil, um terço dos postos em atividade é bandeira branca. Na Argentina, para efeito de comparação, apenas 3% dos postos não levam a bandeira de uma das seis grandes marcas desse segmento.
Fonte: Valor Econômico

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