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Busca por mais segurança nos reajustes dos combustíveis, diz Petrobras.

27/05/2019

Fonte: Gaúcha ZH*

Nova diretora de refino e gás natural da Petrobras, Anelise Lara começou a abrir informações sobre a privatização de oito refinarias, entre as quais a Refap, de Canoas. Em entrevista à coluna, a executiva também comentou a política de preços da estatal, que tem rendido dor de cabeça para o governo federal sob dois pontos de vista: inspira desconfiança em potenciais investidores e irrita a população obrigada a conviver com reajustes frequentes, ao sabor da variação do dólar e das cotações internacionais de petróleo e combustíveis.
Por que a Petrobras reajusta os preços dos combustíveis nas refinarias com tanta frequência?

Se a Petrobras é obrigada a aplicar preços abaixo da paridade de importação e não produz todos os derivados necessários para o país, precisa importar e terá prejuízo, porque vai importar caro e vender barato aqui. Vivemos esse período entre 2011 e 2014 e fez a dívida explodir. Caso a Petrobras venda muito acima da paridade internacional, vem muito importador e desloca (tira mercado) o produto da empresa. De 2016 a 2017, margens foram mais elevadas, e a Petrobras perdeu mercado. Hoje, estão alinhadas ao mercado. Existe uma organização internacional que avalia preço de diesel no mundo, da mais barata à mais cara, a Petrobras está na 60ª posição. Em 105 países, o diesel é mais caro do que no Brasil. O preço que sai da refinaria da Petrobras é mais barato do que o da refinaria nos Estados Unidos. Mas quando soma impostos, distribuição e revenda, na ponta fica mais caro no Brasil do que nos EUA.

E não é possível reduzir o tempo de flutuação, ou seja, de reajuste?
A periodicidade atual está longe de ser diária no diesel, o valor na refinaria está estável há
20 dias. O problema é que, quanto maior a periodicidade, maior o percentual de ajuste, porque deixa de fazer reajustes menores em períodos mais curtos. O que e é melhor?
Ajustes mais curtos e menores, ou mais demorados e maiores?

Como o preço do petróleo e derivados varia muito, isso pode não acontecer, certo?
Pode eventualmente não acontecer porque, se o preço do diesel cai lá fora, se o câmbio cair ou se disparar, não tem como ter controle sobre essas variáveis. O que se busca fazer para dar um pouco mais de segurança nos movimentos que a companhia faz. Contratam-se derivativos no mercado financeiro para se proteger contra oscilações de dólar e diesel.
Mas não dá para fazer derivativos muito longos. É caro, e em alguns casos, não existe, porque o mercado não prevê. No mundo, o minério de ferro subiu mais de 35%, e hoje o preço do diesel está equivalente ao de maio de 2018. A inflação foi de 4%, mas o preço do diesel já caiu e já subiu. Às vezes, só olhamos o que já subiu e não lembra do que caiu. Então, de maio de 2018 a de 2019 praticamente não mudou.

Nesta época de 2018, o nível médio de utilização das refinarias para diesel estava em queda. Houve recuperação?
Isso não procede. Hoje, em termos de utilização das nossas refinarias, estamos em condição bastante adequada. Aproveitar a capacidade operacional máxima da refinaria pode produzir derivados que não têm comprador, pode produzir óleo combustível demais, e gera muitos produtos de baixo valor agregado ou que não têm interessados. Talvez tenha de exportar,
e o preço neste caso é muito baixo. Existe um fator de utilização que consideramos o ideal,
e estamos bem próximos desse patamar . A utilização das refinarias também depende do mercado consumidor.

É realista a expectativa de o Brasil ganhar um grande volume de gás do pré-sal?
É realista para meados da próxima década (entre 2024 e 2025). A demanda de gás no Brasil é de cerca de 75 milhões de metros cúbicos diários, a Petrobras produz 50 milhões de metros cúbicos. A condição ideal é termos produção interna crescente, com aumento da produção do pré-sal, mas para que esse crescimento seja significativo, também há necessidade de infraestrutura, especialmente para levar esse gás da plataforma em alto mar para a terra.

Fonte: Gaúcha ZH**Extraída do site Fecombustíveis

No ano, gasolina sobe 35% na refinaria, mas só 3,7% na bomba

08/05/2019

O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras subiu 35% desde o início do ano, mas o repasse ao consumidor está sendo represado nas distribuidoras e, principalmente, nos postos de gasolina. Nas bombas, a alta acumulada do ano é de 3,7%.

Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço médio de venda da gasolina no país chegou a R$ 4,505 por litro na semana passada. É o maior valor do ano, mas ainda bem abaixo do pico de R$ 4,725, atingido no fim de setembro de 2018.

Nesta quarta-feira (8), os motoristas de aplicativos de transportes, como Uber, farão manifestações em todo o mundo contra as tarifas cobradas pela empresa. No Brasil, os profissionais que aderiram a paralisação afirmam que a falta de reajuste na taxa somada a alta na gasolina tem prejudicado o lucro.

A escalada dos preços das refinarias em 2019 é explicada pela variação das cotações internacionais do petróleo. Do fim de dezembro até agora, a cotação do petróleo do tipo Brent, referência internacional negociada em Londres, subiu cerca de 30%.

Desde 2017, a Petrobras vem ajustando seus preços de acordo com o conceito de paridade de importação, que representa o custo para trazer combustíveis do mercado internacional, incluindo os gastos com transporte e instalações portuárias e margem de lucro.

A política tem sido questionada, principalmente em momentos de alta nas cotações internacionais, mas empresa e governo defendem que o controle dos preços pode afastar investimentos do setor de petróleo no país. Além disso, como é importadora, a Petrobras tem prejuízos se vender combustíveis abaixo do preço de compra.

Apesar da alta nos preços durante o ano, importadores questionam os cálculos da Petrobras, alegando que a empresa pratica valores abaixo do mercado internacional e dificulta a concorrência com fornecedores privados.

Nas refinarias, a gasolina é vendida a R$ 2,045 por litro, em média, desde o último reajuste, no dia 30 de abril foi o terceiro aumento apenas naquele mês. O preço da Petrobras, portanto, representa 45% do preço final do produto.

Com vendas em baixa devido à crise econômica, porém, os outros elos da cadeia vêm alegando dificuldades para repassar. Segundo a ANP, o preço médio de venda do combustível pelas distribuidoras chegou a R$ 4,082 por litro na semana passada, aumento de 5,8% ante o início do ano.

Já a margem de lucro dos postos caiu 12,8% no ano, chegando na semana passada a R$ 0,423 por litro, recuando a níveis históricos após um período de alta no fim de 2018, quando as cotações do petróleo e, consequentemente, o preço nas refinarias da Petrobras estava mais baixo.

Em Capitólio primeiro posto flutuante de Minas Gerais

29/04/2019

Foi inaugurado no município de Capitólio o primeiro posto de combustíveis flutuante em Minas Gerais, iniciativa do empresário Arnaldo Silva.
O evento de inauguração do Posto Beira Rio III, como foi batizado foi na seta feira dia 26/04.
A embarcação flutuante tem 250 metros quadrados de área total, oito bicos de saída de combustíveis e capacidade de 90 mil litros de tancagem.

Os produtos comercializados no local são o diesel verana, específico para o mercado náutico, e gasolina. O posto também conta com uma loja da BR Mania com banheiros e lounge para os consumidores.

Fonte: ASCOM Minaspetro

Noruega é 1º país a vender mais carros elétricos do que tradicionais

09/04/2019

No mês passado, os carros elétricos atingiram uma marca significativa na Noruega, representando 58% das vendas e superaram os números de modelos movidos a combustível fóssil, segundo Christina Bu, secretária-geral da Associação de Veículos Elétricos do país. Os números refletem o desejo da nação de se afastar de veículos movidos a combustíveis fósseis – com a ajuda de incentivos lucrativos do governo para proprietários de veículos elétricos.

O modelo de mercado de massa da Tesla, o Model 3, é o mais popular, respondendo por quase 30% das vendas de veículos de passageiros novos, segundo o Conselho Norueguês de Informações para o Tráfego Rodoviário (OFV). Entretanto, até o final de março foram registrados pela OFV 18.395 novos carros novos, sendo que desses 10.732 são classificados dentro do quesito de emissão zero, representando um total de 48,4%.

“A Noruega mostra ao mundo todo que o carro elétrico pode substituir aqueles movidos por gasolina ou diesel e contribuir relevantemente com a briga pela redução na emissão de CO2”, diz Bu em comunicado.

A previsão é de que ao longo do ano de 2019 os números aumentem e as vendas seja ainda maiores. Os incentivos do governo continuam surgindo, sendo de custos de impostos de importação e de taxas sobre burocracia de registro reduzidos, permissão aos proprietários para não pagarem pedágios e para usarem a faixas de ônibus em centros urbanos congestionados. No entanto, as vantagens devem ser eliminadas em 2021. Segundo o parlamento, em 2025 toda a frota já seja elétrica.

A China, que é o maior mercado automobilístico do mundo, também forneceu grandes incentivos à medida que tenta limpar o problema de poluição do ar e conquistar a liderança em novas tecnologias. O país já conquistou um aumento de cerca de 61% nas vendas no ano passado.

Fonte: Olhar Digital

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